
RADAR DO RISCO
O feminicídio
não acontece
do nada
A ciência mapeou os sinais que antecedem o crime.
Aprenda a identificá-los e aja antes que seja tarde.
+1.400
feminicídios por ano no Brasil
72%
dos casos tinham sinais prévios
A base científica
O risco tem
padrão.
E pode ser medido.
Pessoas pesquisadoras de cinco continentes analisaram milhares de casos de feminicídio e chegaram às mesmas conclusões: há sinais que se repetem. Há combinações de fatores que elevam dramaticamente o risco de um homicídio ocorrer.
Esses sinais não são suposição. São dados. Nosso Radar do Risco é uma ferramenta que traduz décadas de pesquisa em um instrumento simples, de fácil acesso e que qualquer pessoa pode utilizar para avaliar uma situação de perigo.
Fundamentação Científica
CAMPBELL, J. C. et al. Risk factors for femicide in abusive relationships: results from a multisite case-control study. American Journal of Public Health, v. 93, n. 7, p. 1089–1097, 2003.
MATIAS, A.; GONÇALVES, M.; SOEIRO, C.; MATOS, M. Intimate partner homicide: A meta-analysis of risk factors. Aggression and Violent Behavior, v. 50, 101358, 2020.
GARCIA-VERGARA, E. et al. A comprehensive analysis of factors associated with intimate partner femicide: A systematic review. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 19, n. 12, 7336, 2022.
STÖCKL, H. et al. The global prevalence of intimate partner homicide: a systematic review. The Lancet, v. 382, n. 9895, p. 859–865, 2013.
🔴 Estrangulamento não fatal
Um dos maiores marcadores de que o agressor já tentou ou planeja matar. Indica escalada para letalidade.
🔴 Armas de fogo
Ameaçar com arma ou ter acesso a uma multiplica o risco de homicídio em até 5 vezes.
🔴 Separação recente
O momento de maior vulnerabilidade. O agressor perde o controle sobre a vítima e pode reagir com violência extrema.
🟠 Controle coercitivo
Dominação, isolamento e perda de autonomia formam a base estrutural do risco de feminicídio.
🟠 Stalking / Perseguição
Indica obsessão e persistência, especialmente após tentativa de ruptura ou separação.
🟡 Abuso de álcool / drogas
Amplifica o risco, mas raramente é fator isolado. Agrava situações onde outros sinais já estão presentes.
O Radar do Risco
Três níveis.
Uma lógica:
quanto mais vermelho,
mais urgente.
O risco não é binário. A ciência identifica diferentes graus e cada nível exige uma resposta diferente. Reconhecer em qual nível uma situação se enquadra pode salvar uma vida.
🔴 ALERTA MÁXIMO
RISCO DE LETALIDADE IMINENTE
-
Ameaça de morte explícita
-
Estrangulamento prévio
-
Acesso ou uso de arma de fogo
-
Separação recente
-
Escalada de frequência e gravidade
🟠 RISCO ALTO
PADRÃO DE DOMINAÇÃO
-
Controle coercitivo intenso
-
Perseguição e stalking
-
Violência física
-
Ciúme extremo e possessividade
-
Violência durante a gravidez
-
Violência sexual / sexo forçado
🟡 RISCO MODERADO/CONTEXTUAL
FATORES AGRAVANTES
-
Abuso de álcool ou drogas
-
Histórico criminal do agressor
-
Violência na infância do agressor
-
Problemas de saúde mental
-
Ela é financeiramente dependente do agressor
🚨
O padrão mais perigoso
mapeado pela
ciência.
Violência prévia
Controle coercitivo
Ameaças de morte
Acesso a arma
Separação recente
A presença simultânea desses cinco fatores forma o perfil de risco mais letal identificado nas revisões científicas. Casos com essa combinação devem ser tratados pelas autoridades como risco iminente de feminicídio. A intervenção deve ser imediata e rigorosa.
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